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Codevat pauta discussão sobre EGR com Estado

  31 de maio de 2019   Lucas George Wendt/Codevat
Uma comitiva regional foi recebida pelo secretário estadual de Governança e Gestão Estratégica (SGGE), Cláudio Gastal, ontem (30) em Porto Alegre. O objetivo dos representantes do Vale na capital foi discutir a condição da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) e a possibilidade concessão das estradas estaduais para uma gestão privada - essa que é a intenção do Governo.

Codevat, Associação dos Municípios do Vale do Taquari (Amvat), Associação dos Vereadores do Vale do Taquari (Avat) e Câmara de Indústria, Comércio e Serviços do Vale do Taquari (CICVT) estiveram presentes.

“Essa foi uma demanda levantada pelo Conselho, que chamou a reunião na capital com a pasta e convidou as demais entidades - o que demonstra a unicidade regional, já que estávamos todos lá”, diz a presidente do Codevat, Cintia Agostini. O Codevat pauta o tema antevendo a necessidade de aprofundar as discussões sobre a ação da EGR e os impactos da concessão.

Do outro lado da mesa, em Porto Alegre, o secretário Gastal convidou para a reunião a representantes da própria EGR - empresa pública responsável por administrar as estradas estaduais com pedágios no RS -, o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) e a equipe que tem trabalhado com as concessões estaduais no Governo.

“Quando se trata do conceito de concessão e do que está sendo pensado neste caso, isso já está desenhado pelo Governo”, revela a presidente do Codevat.

As rodovias que estão sob responsabilidade de EGR entram agora na segunda etapa de um programa de Governo que vai culminar com a extinção da Empresa. Sobre a insuficiência da entidade, sensível durante o encontro a partir das falas dos representantes regionais, Gastal se comprometeu em levantar todas as informações relacionadas aos investimentos da EGR e da situação do Daer e vir ao Vale do Taquari para tratar deste tema e esclarecer outros pontos.

Mesmo que o encontro não tenha trazido uma resposta definitiva aos anseios da comunidade regional, serviu como uma forma de indicar ao Governo do Estado o descontentamento do Vale com a questão. “O Estado precisa se apropriar da EGR para dar uma resposta conclusiva para a sociedade”, defende Cíntia.

A Empresa vai continuar operando até o processo de concessão, atualmente em fase de projeto, seja concluído e haja a definição de qual organização entra em substituição.

Texto por: Lucas George Wendt/Codevat

Filipe Faleiro/Jornal A Hora dos Vales

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